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7 de mar. de 2008

SHOW DE TAUBATÉ - Bruno Prado - 15 de junho de 2007

Uma noite fria, dita pelo próprio Caetano logo após cantar OUTRO. " Boa Noite Taubaté, mas que frio hein !!! " Estava super animado com um domínio de palco fora o comum. Eu pude assistir ao show do VIVO RIO e agora na sexta feira o show de Taubaté e nesse interim pude observar o quanto o SHOW CÊ AMADURECEU. Vocais mais atentos, melhor posicionamento do mestre, enfim, perfeito.

O Caê estava super animado, por sorte, acabei caindo no mesmo Hotel em que ele estava hospedado e pude lhe presentear com um livro do Llosa, que ele muito me agradeceu, pois ainda não o tinha.

Cantou, dançou muito, muita gente foi saindo do espaço local, e ocupamos logo da quarta musica em diante a frente do palco, e pudemos ver o Caê CARA-A-CARA e ele feliz da vida vendo aquele mocidade toda , cantando junto com ele seus novos e velhos sucessos. Na hora de FORA DA ORDEM, passava um olhar pra cada um de nós ali na frente do palco, piscava olhos, dava sinais de legal, enfim, estava muito feliz. Os pontos altos foram OUTRO, ROCKS, CHÃO DA PRAÇA , LONDON,LONDON ( HAVIA UM CORAL QUE DEIXOU O MESTRE EMOCIONADO ).

O Cenário era o do show realmente, muito bonito com aqueles bastões suspensos, a LUA SURGIA ATRÁS DO PALCO após cantar a "toada à la Luana" (heheh) , não atendeu aos pedidos do Leãozinho e Nu com a minha musica (que cita o interior de SP) mas fez cara de quem ficaria devendo, feliz da vida pela recepctividade como foi recebido. De lá mesmo, recebeu apenas poucos convidados ( tive mais uma vez o oportunidade de estar com o mestre), estava usando um jaquetão de lã (aquele mesmo casaco usado por ele, na contra-capa do disco OMAGGIO na Itália, morria de frio), no palco do seu lado, sempre uma taça de vinho para AQUECÊ-LO do tal frio. No pátio onde nos recebeu, foi extraordinariamente feliz e gentil, tirou fotos, respondeu ao coral de fora do portão que cantava DEBAIXO DOS CARACOIS que agora os cabelos estavam lisos... risos... renderam risadas.... !!!!!!!!!!

Um amigo de infancia do Pedro Sá se emocionou ao ve-lo ali tocando ao lado do Caetano, e Cae ouvia aquilo admirado falando : - Nossa Pedro, olha que coisa incrivel !!!!!! O rapaz tecia elogios ao Pedro e relembrava a infancia, o que deixou Caetano vidrado no fato.


Chegou num Corolla bege do Hotel onde ficamos e saiu do Espaço onde ocorreu o show subindo simplesmente, com sua grande jaqueta de lã num onibus de 3 andares, locado, junto com os 3 garotos e a acessoria indo pra DUTRA , andar estrada,ganhar rumos, conquistar novos corações... aquele homem de 64 anos, que revolucionou a musica brasileira, o MESTRE ali na RODOVIA , de ônibus, encarando seu oficio como ha 40 anos atrás...

MESTRE que é MESTRE nunca perde sua força.
OBRIGADO CAE, pela recepctividade e pelo show!!!!!

Espero que o breve relato,tenha dado uma breve ideia do quão fantastica fora aquela noite la na cidade de Taubaté.

UM ABRAÇÃO A TODOS....
(Olhos negros crueis tentadores...........)

23 de fev. de 2008

Fábio Eça - Banda de Boca - Salvador/BA

Ser fã de Caetano pra mim foi algo inevitável. Sempre fui cercado por montanhas de discos. Meu pai tem um acervo de uns 2000 Lps. Desde muito pequeno ele me fazia ouvir coisas como Luiz Gonzaga, Beatles e música erudita. Eu sempre estava fuçando os discos, contemplando as capas. Lembro que via as fotos de Caetano com mais curiosidade que as de outros artistas, e as via com muito temor! Sim, eu tinha medo! Ficava amedrontado com aquela figura magérrima, de cabelos enormes, desgrenhados, com olhos arregalados... parecia um ser de outro planeta. Isso me impactou mais do que sua música, primeiramente. Por isso eu tinha medo de ouvi-lo. Mas lembro de uma gravação que ele fez da música “Oh yes nós temos banana” que eu ouvia num disquinho infantil. Achava esquisito e muito legal. Lembro de uma novela (“Um sonho a mais”) em que tocava “Shy Moon”. Desde aquela época esta música não saiu da minha cabeça e me trazia sensações de nostalgia, de “querer voltar a um tempo longínquo”.

Comecei a procurar ouvi-lo a sério quando tinha uns 12 anos. Eu estudava piano e tinha uma partitura de “Alegria, Alegria”, mas nunca a tinha ouvido. Perguntei a meu pai sobre a música e ele cantarolou. Quase que imediatamente subi à sala de som, peguei um disco seu (aquele de 1968). Só de olhar aquela capa vermelha com aqueles desenhos me deu vertigem. Pus a dita pra tocar. Fiquei embriagado, em choque. Fiquei mesmo. Nunca tinha ouvido algo parecido, tão vibrante. Aquele órgão tocando no começo era um tapão no ouvido. Acordes aparentemente desconexos, sem relação. O acorde final então, totalmente fora do campo harmônico. Soava-me muito ousado, “fora da ordem” mesmo. Então fui ouvindo Soy loco..., Tropicália (que me impressionou demais também) Superbacana, Paisagem útil... ouvia tudo repetidamente. Eu estava descobrindo na sala de som de minha casa um universo que não imaginava existir. Com isso me interessei logo pelos primeiros discos. Enquanto ouvia ia devorando suas biografias, artigos e críticas antigas. Quando passei para os discos da fase pós-Londres eu já era um fã de carteirinha. Ouvi ‘Transa’ e pirei mais uma vez. E foi sempre assim, a cada disco uma torrente de sensações e surpresas. Ouvir Caetano pra mim, sempre foi diferente do que ouvir qualquer outro artista. Há algo além da música em sua arte e isso me instiga a ouvi-lo e descobri-lo mais e mais. Hoje ouço aquele mesmo disco de 1968 como se fosse pela primeira vez.

20 de jul. de 2007

...


Gênese

Uma vitrola
A cara de palhaço da moça que queria ser trapezista
Giramos sem parar.
Anos depois
A rádio tocou
Fez-se atenção
A procura começou
Frenesi que nunca terminou

...

Espera

O moço usava azul
Sem cenário cantava Pelé
O amor entre eu e você.
Espera. A espera.

Sobe a escada.
Chora. Muito.
Recompõe-se e vai embora.
Promete voltar. Volta.
Nunca esquece.


Verônica Moreira

22 de jun. de 2007

Assim CÊ me mata, Caetano! - Dhan (Caetanizado...) - Bauru - SP


Quando cheguei na porta do SESC, meu coração parecia que ia sair pela boca, minhas mãos estavam gélidas, úmidas, meus olhos lacrimejavam de tanta emoção. Uma espera de uns seis anos pra ver e ouvir o homem que de certo modo mudou minha vida, minha maneira de encarar a vida. Cheguei lá faltando quatro horas para o show, fui o terceiro da fila, assim como no dia da compra do convite, fiz questão de chegar bem cedo!


O power-trio já estava lá passando o som, era possível ouvir os acordes e os riffs da guitarra de Pedro Sá. Não demorou muito, a banda deixou o local, e eu claro não poderia deixar de tirar foto com eles, afinal eles também fazem parte do espetáculo


Fiquei muito apreensivo, não sabíamos se Caetano receberia a platéia após o show, mas mesmo assim na minha mochila eu levava o primeiro disco dele, que contem as canções que foram as primeiras que eu ouvi e o livro escrito por ele “Verdade Tropical”, que me apresentou Caetano numa outra dimensão, não como apenas o meu ídolo, mas também como um homem cheio de historias, de varias vidas em apenas uma única vida, quem sabe eu conseguiria autografá-los? Naquela noite tudo era possível!


Quando liberaram a entrada para o ginásio, eu plantei em frente ao palco, cara a cara com o microfone de Caetano, criei raiz ali, graças aos meus quase dois metros de altura, nada atrapalharia minha visão, enquanto a dos que estavam atrás de mim....rs. Foram quase duas horas de espera ali plantado, enraizado.
Quando a banda tomou seus lugares no palco, e começaram os primeiros acordes de “Homem”, meus batimentos cardíacos aceleraram, minhas pernas pareciam inexistir, quando como num passe de mágica, surgiu a silhueta do “homem velho”, caminhando no fundo do palco. Fiquei estático, contemplando a figura mágica daquele homem, ate que não pude mais suportar aquela mistura de sentimentos e sensações, aplaudi e gritei muito, foi a maneira de extravasar tudo aquilo que em seis anos estava guardado aqui dentro.


Caetano é um menino no palco, todos aqueles jeitos peculiares dele, caras, bocas, gestos, enfim tudo, ali na minha frente, eu estava a ponto de explodir de tanta alegria.


Quando ele começou a cantar “Chão da praça”, eu cantei junto com ele, nesse momento ele olhou pra mim, piscou e sorriu, como se dissesse: “Não acredito que você também sabe cantar essa música?”. Como já era o esperado, a platéia só conhecia as musicas antigas, as novas, ninguém cantava junto. Se vê-lo a poucos metros, não fosse tão incrivelmente mágico, eu teria me irritado com os desinformados pedindo pra que ele cantasse “Sozinho”.


Ele sambou, dançou, encantou, mostrou a barriguinha e tudo.


Quando o show terminou, fomos na porta que dá acesso ao camarim, mas foi dito que ele não receberia ninguém, pois estava vindo de uma série de shows. Tentamos ficar ali, fazendo aquela pressaozinha básica, mas foi em vão...


Como um bom fã, não desisti, fui ate a porta dos fundos do SESC, e lá fiquei...
Quando o Pedro Sá saiu, fui pedir um autografo pra ele, ele comentou que me viu cantando todas a músicas... Marcelo calado também me deu um autografo muito engraçado: "Danilo, você só pensa naquilo hahhaha"!


Quando Caetano saiu, cercado de seguranças, eu cheguei junto e disse, “Caetano me dá um abraço! Só um!” ele olhou pra mim, os seguranças abriram passagem, e ele me surpreendeu dizendo: “Rapaz, eu ti lembro no show todinho”, e me abraçou... Foi o abraço mais aconchegante de todos que eu já recebi. Naqueles poucos segundos, disse-lhe que ele mudou minha vida, e pedi uma foto e ele se prontificou, e click!


Assim CÊ me mata, Caetano!

16 de jun. de 2007

Cae - Rafael Rodriguez




Veloso, veloz

Bonito como a

Luz clareia Terra.

Astro

Tempo de muito tempo atrás

Quando eu nada era

Você muito já criara.

Veloso, voz

Rara flor-por-do-sol

Nascente Música.

deus que sim! em terra vive

homem-deus-homem-mais

Feito homem-mármore-poesia.

Xáeti

Nara-simha

Manjushri


R.R.


Depoimento sobre Caê / Gus / São Paulo


Eu não saberia dizer ao certo, porque quando pequeno, o radio sempre ficava ligado em casa... Então, muito provavlemnte eu ja conhecia algo do repertório do Caetano sem me preocupar/saber que era dele. Lembro de ter visto o Clipe de "shy Moon" dele com o Ritchie no fantastico etc...

Por outro lado, posso contar desse encontro de sua "obra" com sua "pessoa" assim (acho que vai ser longo, mas é um exercício memorial interssante):

Quando eu tinha uns 9 anos, época das diretas, minha mãe ficava bem emplogada com os comícios, votação da emenda Dante de Oliveira etc. Quando a emenda não passou, lembro que minha mãe ficou bem chateada, dai foi meu primeiro contato com "politica". Acho que a partir dai me despertou uma ojeriza pelo regime militar e um interesse grande por aqueles que a ele se opuseram.

Uns anos depois, eu já devia estar com uns 12 anos, a Record fez uma retrospectiva dos Festivais dos anos 60. Bem, juntavam-se duas coisas que eu já gostava muito: música e resistência à Ditadura. Lembro de ter gravado Divino Maravilhoso com a Gal, São São Paulo com o Tom Zé, Disparada com o jair Rodrigues, Domingo no Parque com Gil e Mutantes, acho que Roda Viva com o Chico e o MPB4 e Alegria Alegria com o Caetano. Adorava vê-lo cantar a música e a reação emocionada da platéia.Acho que foi por ai que comecei a admirar a obra dele como sendo "Dele".


15 de jun. de 2007

Apítrico / Bárbara A.






Apítrico



ataque ao pico
felino incandescente
culto ao pique
o da Gente
ata que o pico
gritar todas suas cores
bárbaro apítrico
mais 40 sabores
anda, doce, e no escuro do doze;
clarão, botão, alão



Bárbara A.

.

6 de jun. de 2007

depoimento de Fábio Eça - Banda de boca

Experiência


Minha experiência com Caetano foi ótima!!
Participei com meu grupo (Banda de Boca) da gravação de uma música da trilha que ele compôs com José Miguel Wisnik chamada "Onqotô" para o grupo Corpo.
Ele foi educadíssimo e nos deixou bem à vontade no estúdio e pudemos criar o arranjo alí mesmo, na hora. Ele estava sempre com aquele sorriso largo. Wisnik quase não falava mas também era muito simpático. Caetano elogiou muito o resultado e disse: "Sempre me surpreendo com a Bahia. Eu não imaginava que encontraria aqui um grupo vocal assim, que atendesse a proposta da música. Ia procurar em São Paulo, mas Alê (Alê Siqueira, produtor do cd) me disse que conhecia uma 'galerinha' aqui que daria conta do recado".
Foi muito gratificante!



Fábio Eça_Banda de Boca_Salvador/BA

Depoimento de Jan Costa

Foram muitas viagens para Stº Amaro-BA...


A primeira foi no 88º niver de Canô em 1996. Esse ano ela fará 100 anos de idade. Vestimos uma camisa com a foto de Canô estampada. O clik da foto foi de Maria Sampaio que clicou a capa de "Cores e Nomes" Ela é amiga da família e sempre está presente nas festas.
Caê estava comendo uma moqueca de peixe com caruru na cozinha de Canô e, eu me senti atrapalhando a sua refeição. Mas como Antônio é amigo dele de infância, teve toda a liberdade de interrompê-lo só para me apresentar. Ele, como sempre, foi super gentil e conversamos sobre o Projeto Axé, dos meninos de rua que integram a esse projeto.
Depois ele escutou uma música minha e, ao final, ele perguntou: "Essa parte aí é teclado?" eu respondí: "Não. É Natália, uma amiga minha que canta como gente grande", me referindo ao coro que Natália faz em minha música "Contraste Urbano".
Sempre que estamos em festa, no quintal de Canô, que há o encontro de Caê com os irmãos Roberto e Rodrigo e eles ficam juntos, nós falamos "uns" em tom de brincadeira. E aí é pano pra manga para puxar assunto.
É óbvio que Caê sempre fala de assuntos sérios. Porém, as suas idas para Santo Amaro, geralmente, em época de festas, ele se diverte muito, conta piada e rir muito com Chico Mota, Antônio, Dazinho e convidados. Eu, tive o privilégio de pegar carona com essa turma e lavar a alma saindo mais leve quando a festa acaba. Saudades de Santo Amaro da Purificação - BA.


Jan Costa.
Itabuna/BA

2 de jun. de 2007

Bárbara Aisha




Se tem uma coisa que eu não tenho é "herança musical". quando era criança eu ouvia os discos infantis que eram da minha irmã, mas tb nem dava tanta bola, e o pessoal lá de casa não ouvia muita música, só minha avó usava mesmo a vitrola, mas botava mais brega pra tocar. criança não fica sentada ouvindo música, né?

Enfim,eu comecei a procurar saber de música, estudá-la, me informar etc. com uns 14 anos porque antes disso...bem, deixa pra lá, mas lembro de algumas coisas, algumas mpb's marcantes, tipo catedral. Lembro de ouvir muito "sozinho" tb (acho que veio daí o trauma) e lembro que a cantava bastante mas nem fazia idéia de quem a cantava, no sentido de pensar ser só mais um cantor.Com 14 eu era muito mais ligada a rock 'clássico', e a décadas passadas; coisa que adoro até hoje, me faço numa festa flash back. Depois de um tempo já 'namorando' a mpb, sempre tentava ouvir Chico, Caetano, Milton etc... mas não colava. Eu gostava, mas não colava. faltava alguma coisa, e acho que o que me fez, "de uma hora pra outra", abrir os olhos e mais que me apegar, sentir e entender Caetano (e cia) foi meu próprio interesse mas também um amadurecimento geral. Não fiquei triste de ter perdido um tempo sem ouvi-lo, porque foi infinitamente belo o encontro que tive.. então, mais que conhecer e gostar das músicas e de caetano, eu os sinto., os amo mesmo!

31 de mai. de 2007

Meu encontro com Cae / Rafael Rodriguez





Morava lá em Cabo Frio, interior do Rio de Janeiro.
Quando pequeno escutava apenas aqueles grupos infantis (Trem da Alegria, Balão Mágico, etc).Um dia, revirando o armário da sala, encontrei a coleção de discos dos meus pais. Tinha Jazz, trilhas de novelas, orquestras, Chico (aquele onde ele na capa joga sinuca e tem um cigarro na boca), lembro também de uns LPs da Bethânia, "Mel", “Talismã”. Tratava aqueles discos com muito respeito, não era por qualquer motivo que estavam separados dos demais. Nos encartes dos Long Plays da Bethânia um nome se repetia e me deixava bastante curioso, Caetano Veloso...
Meus pais não escutavam mais aqueles discos, não sei o motivo, poderia ter sido a falta de tempo e tudo mais, mas havia todo um respeito velando aquelas obras...Passei o resto da minha vida escutando de tudo o que tocava nas rádios, interior, não tinha muita escolha, escutei de tudo e não me arrependo; aprendi muito... Lembro que durante minha adolescência era despertado ao som de Roberto Carlos, programa “Momentos do Rei”.

Quando me joguei no teatro, isso já nos meus 15/16 anos, o polarizador do grupo montou uma intervenção com a música “Terra”, a versão que ele precisava era a do álbum ao vivo “Prenda Minha”. Comprei o cd e fiquei maravilhado, não parava de escutar, não saía do som. E foi esse mesmo polarizador que me apresentou as outras obras; “Circuladô” foi uma delas.

Mas a paixão ocorreu no ano passado quando fui ao meu primeiro show do Caetano, “Cê”, no Circo Voador. Dei-me de presente a entrada, fui sozinho no meu aniversário assistir Caetano. Antes de começar eu tremia de ansiedade. Não acreditei quando nos primeiros acordes Ele entrou. No dia seguinte corri para as bilheterias para poder encontrá-lo à noite novamente.

E foi definitivo, não tenho como negar, fui tomado por essa força estranha emitida por Cae.



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foto: rafael rodriguez (circo voador / dezembro de 2006)

Oração a Caê / Bruno Pradro

Rapate-me camaleão !Tarde demais, já fui raptado e captado. Faça com que eu sonhe com a Lua e a Estrela , nos momentos de angústica e que eu possa fugir dentro de um TREM DAS CORES, pra esquecer as mágoas das gueixas e suas QUEIXAS. ODEIO,ODEIO,ODEIO. ODEIO ao "amor tão delicado" partido em prantos, onde ondas são apenas reflexos de mágoas. EU NUNCA TE DISSE,mas agora saiba ...ahhh EU TE ADORO MEU AMIGO Camaleão! O verdadeiro Leãozinho que nos encanta a cada dia que passa. Em outras palavras, eu diria que o meu agradecimento pela sua existência será diário, seja pela manhã, seja de de noite na cama ou mesmo quando eu estiver lá por Manhattan ou Manhatã, como preferir, ó mestre...meu muito obrigado por preencher com UM TOM especial a FERA FERIDA e as COISAS LINDAS minhas e dos amigos daqui que tanto o querem bem. Senti no seu olhar tanto prazer, mesmo com a carapinha branca, o MENINO CORRENDO pulsa forte dentro de você e se renova, renovando assim, nossos corações e nossas vidas ora FORA DE ORDEM, ora UM , MIL, TUDO BEM...TUDO MAL, TUDO BEM E MAL....TUDO ACABA E NADA TEM FIM...........Acho realmente que tudo acaba em HARMONIA UNIVERSAL , que tudo é assim mesmo como vc cantou......tudo é assim musical. Neide Candolina deve estar orgulhosa lá de cima, vendo que aquela força estranha um dia se abriu para o mundo lá pelas bandas do colégio Central da cidade, a porcaria da cidade, isso é só Salvador !!!!!!!!! Que o Rio continue te dando o abrigo e a paz necessária, que as VERAS,LUCIAS E TERESAS o acompanhem sempre, e que o MENINO DO RIO viva eternamente em paz. Continue tranquilo como sempre, esse pavão de krishna que gosta de saborear o sanduba na orla do Leblon com seus filhos. Manda um ROCKS que eu degusto e manda um Monsueto na sua peneira e balança para deixar-nos cada vez mais fascinado com essa MULTIPLICIDADE que tu és. Às vezes parece um HOMEM-BOMBA, sem medo algum, até mesmo porque não tem medo de engolir sapos nem de EGUM. Caê, como foi bom que o HOMEM VELHO e pacato de Santo Amaro e a MÃE, vieram ao mundo com a missão de lançar em solo santamarense esses dois filhos ilustres. Ó CAMALEÃO !!!!
Adapte-me a tudo que me for necessário com sua eloquencia, para que a minha paciência seja sempre algo respeitável ! Cante, continue cantando para que Deus proteja a todos nós, MENINOS DO RIO, baianos, curitibanos, paulistanos, e por ai vai. LOVE,LOVE,LOVE. Continue cantando o amor, nestes tempos de guerra, mesmo que com os METAIS, FATAIS, essas guitarras maravilhosas, essas cordas de aço que não conseguem surdar ninguém, apenas os BOÇAIS e aquela eterna juventude "que não está entendendo NADA", e acho que continuam (alguns) sem entender. Uns mal , Uns bem.... mas não há outros. Somos todos UNS junto a vós ! Eu sempre vou orar para Deus proteger-te, seja aqui, no Hawaí ou em Cuba...quem sabe....Los Angeles e MINHAS LÁGRIMAS.Brilhante, sempre! De noite, de dia, na escuridão, de tu brotas a LUZ EXATA e VEMOS VOCÊ.....como sempre: MUITO. Fala de quantidade,intensidade,bomba de hidrogênico e luxo para todos. MUITO. Você é massa !!! Nada de LOUCO, porém MUITO, mesmo sendo carne sob músculos , um homem comum, um qualquer um que brilha. Que nunca nos enganemos na dor, nem no prazer...havemos de viver e morrer como homens comuns.Ó poeta !!! A praça Castro Alves está lá sempre te esperando, o céu azul da cidade do Salvador, TRISTE BAHIA, mas que você ama e reflete seu brilho quando caminha nas tardinhas de fevereiro e março pelo rio vermelho e pela orla no PORTO DA BARRA.......só de brincadeira, sem dar bandeira.....eu sei !!!!Demonstrando a minha fé, não subirei a Penha a pé, mas deixarei aqui, pra sempre a minha gratidão por Cê, digo...por você...oh HEROI !!! Continue caminhando contra o vento e a favor do vento. Continue orientando o carnaval e o movimento que nunca acabou ! Continue degustando sua coca-cola, bebida preferida, paradoxo total, anti-grato-americano. Viva o consumo, viva os tablóides, que dane-se a Times Magazine ou a Folha de SP. Beira de mar, beira de mar, só mesmo aqui na América do Sul. Levanta seu braço Caê e tire um Cajú, um Cá-Já , uma jaboticaba branca.......cuidado, essas MUSAS HÍBRIDAS costumam ser loucas como CASCAEIS escondidas na moita, totalmente AFOITAS. Salve Luana Piovani, salve o Arrigo Barnabé ! Salve seu Zé e dona Canô. Salve Irene e sua risada. Eu agora já quero ir minha gente...mas eu sou daqui , ou não??Eu quero ir minha gente, mas quero continuar compartilhando sempre com vocês esse DOM DE ILUDIR, de confundir gostoso, que este MENINO FRANZINO, este MACACO COMPLEXO, chamado Caetano Veloso, consegue fazer conosco. Eu canto e escrevo pra Deus proteger-te.Obrigado por existir.